segunda-feira, 4 de abril de 2011

XEROJARDIM ( Jardim Sustentável )

Loendro (Nerium oleander)

O conceito de xerojardinagem foi iniciada nos EUA no principio dos anos 80, motivado pela vontade de adoptar técnicas mais sustentáveis no consumo de água, após um período de seca que se fez sentir no país. O movimento designou-se por ´xeriscape`, proveniente da combinação de ´xeros`, que significa seco, e de ´landscape`, que significa paisagem.
Já nos anos 90, após um período de seca prolongada, Espanha adquiriu sensibilidade para explorar e implementar os conceitos de xerojardinagem, que chegaram assim à Península Ibérica. 
O xerojardim adequa-se bem ao clima mediterrâneo, o que caracteriza Portugal. Será cada vez mais notório o excesso de água no Inverno e a escassez no Verão, pelo que devem ser implementadas e seguidas estratégias que promovam a utilização racional e consciente da água, de forma a criarmos jardins mais sustentáveis.
As espécies indicadas serão aquelas com necessidades hídricas reduzidas, portanto espécies autóctones e características da flora portuguesa.

Tais como:
  • Lavandula sp (Rosmaninho e Alfazema)
  • Rosmarinus officinalis (Alecrim)
  • Myrtus communis (Murta)
  • Laurus nobilis (Loureiro)
  • Thymus vulgaris (Tomilho)
  • Viburnum tinus (Folhado)
  • Nerium oleander (Loendro)
  • entre muitas outras....


Princípios da Xerojardinagem
  1. Planificação do desenho
  2. Análise do solo
  3. Selecção adequada das plantas, agrupadas por hidrozonas*
  4. Zona de relvado, reduzida ao mínimo indispensável
  5. Tipologio de rega eficiente com dotação de água adequada
  6. Uso de revestimentos de solo (casca de pinheiro ou inertes minerais)
  7. Manutenção adequada
* Zonas com plantas caracterizadas por necessidades hídricas idênticas

Barcelona usa sistema subterrâneo para recolha de lixo



domingo, 3 de abril de 2011

Poda ou Mutilação?

Num destes dias, quando passava por um Jardim Municipal, deparei-me com um cenário, em que do ponto de vista ornamental deixava muito a desejar, e estou a falar mais em concreto de uma intervenção que está a ser feita nuns plátanos.

Desta intervenção sei o seguinte:

  • Todos os ramos que já foram cortados, não os conseguimos colar novamente ao tronco. nem com a ajuda de cola "Pica Pau" ou Fita cola, ou seja o que está feito, está feito e não há volta a dar!! :-/ .
  • O que sim sei também, é que, todas as feridas efectuadas nestas árvores, servem de porta de entrada a fungos e que, posteriormente vai causar doenças, entre elas a Antracnose (Apiognomonia veneta) uma das principais doenças que afectam os plátanos que se manifesta  pela descoloração das folhas, seguidamente perda das mesmas e finalmente a morte. 
RESUMIDAMENTE.....NÃO GOSTEI DO QUE VI!!







  

quinta-feira, 31 de março de 2011

Acabe com as lesmas e caracóis no seu terreno de forma biológica!

Lesma numa folha

As lesmas e os caracóis aparecem no terreno assim que este se torna mais húmido. Por isso, este post tem como finalidade, dar-vos umas dicas biológicas, de forma a  desencorajar e eliminar esta praga:

  • Colocar plantas repelentes, por exemplo: Begónia, Rosmaninho, Saponária, Absinto entre outras;
  • Colocar um ou mais tijolos e todos os dias destruir os moluscos que aí se alojaram;
  • Fazer pequenos caminhos de cinza, serradura ou casca de ovos esmagados, com largura de 1m, a rodear as plantas a proteger;
  • Se tiver galinhas ou patos deixe-os passear no terreno antes de instalar a cultura;
  • Como isco pode fazer uma mistura de cerveja com farinha. Colocar essa solução num copo e enterre-o, deixando só os bordos do mesmo à superfície;
  • Elimine as ervas infestantes e os restos das culturas;

PLANTAS REPELENTES

Absinto (Artemisia absinthium L.)

Begónia (Begonia sp.)

Saponária (Saponaria officinalis)

Rosmaninho (Lavandula sp.)

Mulching ou Empalhamento

Mulching numa plantação de tomate

Mulching ou empalhamento é uma técnica de cobertura do solo. Os materiais a utilizar são orgânicos, como por exemplo: Palha, casca de pinheiro, composto, serradura, relva, mato triturado e folhas variadas entre outros. A espessura desta camada situa-se entre os 10-20cm.

Vantagens:
  • Impedir o crescimento de infestantes;
  • Proteger as culturas do frio e do calor;
  • Manter estável a humidade e temperatura do solo;
  • Fertilizar o solo gradualmente;
  • Estimular a vida microbiana e as minhocas do solo;
  • Impedir a compactação e erosão do solo, melhorando a sua permeabilidade.

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Estradas eléctricas"



Em 2008, dois jovens mestrandos de Engenharia Electromecânica da Universidade da Beira Interior (UBI), Francisco Duarte e Filipe Casimiro, inventaram um sistema inovador que, aplicado ao pavimento, permite gerar energia eléctrica a partir do movimento de pessoas e veículos sobre a sua superfície.
Segundo conta a Notícias Sábado, do Diário de Notícias, este sistema pode ser aplicado em zonas de grande circulação de pessoas ou veículos, como centros comerciais, estações de transportes públicos ou até na própria estrada. Sempre que utilizado, o sistema capta a energia cinética e transforma-a em energia eléctrica.
Com esta ideia, que foi imediatamente acarinhada pelos professores do departamento de Engenharia Electromecânica da UBI, Francisco Duarte e Filipe Casimiro, hoje com 26 e 25 anos, venceram dois prémios: um organizado pelo ISCTE-IUL e MIT – Portugal Venture Competition -, no valor de cem mil euros, e outro pela EDP - Prémio Inovação/EDP Richard Branson - avaliado em cinquenta mil euros.
Através desta ajuda financeira, os dois portugueses criaram a empresa Waydip, que vai desenvolver o projecto Wayenergy. “O suporte financeiro permite-nos desenvolver os protótipos à escala real, bem como fazer o pedido internacional da patente do sistema”, explicaram os responsáveis à Notícias Sábado.
EDP, MIT e ISCTE continuam atentas ao desenvolvimento do projecto, que já foi sondado também por várias empresas, sobretudo ligadas ao sector das estradas, construção, energias renováveis e eficiência energética.
Fonte: GreenSavers

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Criar um Jardim Biológico

Hoje em dia há necessidade de criarmos espaços verdes ou jardins segundo uma abordagem biológica e natural, ou seja, racionalizar os recursos, cultivar em harmonia com o ambiente alcançando assim os melhores resultados. Os jardins biológicos são um bom exemplo desta forma de encarar o equilíbrio com a natureza.

O Jardim Biológico pode ser criado não só em zonas rurais mas também espaço urbano, independentemente da área disponível. Desta feita, árvores, arbustos, flores, ervas aromáticas e elementos de água são os componentes essenciais que podem e devem coexistir de uma forma integrada e harmoniosa, constituindo um belo jardim biológico. É desta forma, e dependendo do gosto pessoal e objectivo primeiro, que estamos também a contribuir para a criação de pequenos ecossistemas em equilíbrio.
Neste espaço não são utilizados quaisquer fertilizantes, pesticidas ou herbicidas químicos, e é respeitado o crescimento natural das plantas, mediante as condições naturais e atmosféricas que lhe são oferecidas.

Razões para criar/manter um jardim biológico
> Saúde e segurança - Nos jardins biológicos, contrariamente aos jardins tradicionais, não estamos expostos a substâncias tóxicas durante a aplicação e/ou armazenamento de fertilizantes e pesticidas, entre outros produtos. É de conhecimento de todos que estes produtos químicos são inúmeras vezes causadores de múltiplas doenças, destacando-se por exemplo, alergias ou problemas cancerígenos.
> Poluição no meio ambiente -  Os produtos químicos, além de não melhorarem as plantas produzidas, também prejudicam seriamente o meio ambiente, porque afectam as linha as linhas de água, o ar e o solo e levam ao desaparecimento da biodiversidade. Desta forma, os procedimentos tidos como regra nos jardins biológicos contribuem para a conservação do meio ambiente, dos ecossistemas e recursos naturais.
> Fertilidade do solo - O uso de pesticidas e herbicidas  no cultivo tradicional leva à eliminação de organismos benéficos para as plantas e assim conduzem à degradação da estrutura do solo. O solo é o elemento central de todo o cultivo e por isso tem de ser preservado e tratado de forma conveniente, para que não sofra erosão nem esgotamento. A fortificação (dar força a ..) e fertilização dos solos conseguem-se através da incorporação de composto, rotação de espécies e policulturas, entre outras.
> Um espaço de aprendizagem e lazer - Quando criamos um jardim biológico, criamos um espaço onde é desenvolvida um determinada cultura biológica, e o local ideal para observar como vários seres vivos e o ambiente interagem entre si. Num ecossistema agrícola saudável as interacções entre o solo, as plantas e os animais tornam-se perfeitas, porque cada um tem a sua função. Criar um jardim biológico é trabalhar em prol de um ambiente melhor, é construir laços de amizade entre pessoas e os seres vivos. 

Canteiro de aromáticas
CONSTRUÇÃO DE UM  JARDIM BIOLÓGICO

1. Escolha do local: O terreno deve ser horizontal, solarengo, protegido dos ventos e, de preferência, virado a sul. O local deve ter um solo profundo e fértil e se possível de acesso a água.
2. Planificação do jardim: primeiro em papel, criando um pequeno esboço, em conformidade com o espaço disponível e os objectos pretendidos para o referido jardim. posteriormente passar para o terreno o que se encontra no papel. A construção e a posterior manutenção do jardim serão facilitadas se este for constituído por linhas direitas. Se o espaço permitir deve criar-se um caminho principal que permita a circulação de um carrinho de jardim.
3. Nesse jardim deve assinalar-se:
a) Um local destinado à compostagem (que deverá ficar próximo da entrada para limitar deslocações)
b) Criar parcelas, que podem ser divididas em canteiros e numeradas para facilitar a organização das plantas)
c) Planear as rotações e consociações a realizar ao longo do ano
d) Preparar o terreno e fertilizar o solo com composto bem maturado.
e) Semear e plantar nos locais já escolhidos, identificando os respectivos canteiros.

Posteriormente à instalação do jardim biológico, devemos proceder à sua manutenção, efectuando regas, mondas, colheitas, plantação de novos, etc...

 Engº Luís Alves falou sobre Jardins Biológicos na RTP

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Processo de instalação de torre eólica flutuante no mar!




A costa portuguesa terá a sua primeira torre eólica flutuante no Verão, adiantou ontem o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, à margem do seminário “O sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias”, que decorreu no Porto.
“Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres”, explicou Zorrinho no seminário organizado pela Câmara de Comércio e Indústria.
“As características garantem um grande número de vantagens: pode ser implementada em locais exclusivos, onde outras não podem, como locais de pesca, e são completamente ecológicas”, revelou então Anne Stroemmen Lycke, responsável de energia eólica da StatiolHydro, em entrevista à AFP.


Fonte: GreenSavers

Relvados/ Gramados – Luz; Sombra, Ventilação


A luz é o principal motor de crescimento vegetal, é através da luz e captação de CO2 atmosférico que a planta realiza a fotossíntese, assimilando o carbono e realizando a síntese de açúcares. A ausência de luz vai diminuir a produção de carbohidratos logo menor vigor, menor crescimento radicular e menor afilhamento bem como menos folhas e mais finas tendo como resultado menor densidade. A tolerância ao frio, calor, doenças e a competição com infestantes diminui, assim como a capacidade de recuperação após desgaste e consequentemente diminuição do número de horas possíveis de utilização.
Sombra - arquitectura dos estádios, edifícios fronteiriços ou árvores (em espaços ajardinados ou campos de golfe) criam zonas de sombra onde a temperatura é mais baixa, assim ao projectar o sistema de rega deverá ser tomada em linha de conta as zonas de ensombramento bem como o tempo a que a relva está sujeita a este stress. A humidade do solo em zonas sombrias tem tendência a manter-se pois evapora menos assim pode sofrer aquecimentos e esfriamentos rápidos, tornando a planta mais susceptível às agressões ambientais. É muito frequente nestas zonas o aparecimento de musgos e algas.
A ausência de ventilação vem acentuar as agressões sentidas pela planta devido às altas ou baixas temperaturas bem como a humidade excessiva nestas zonas o que torna a planta passível ao ataque de fungos e menos resistente ao tráfego e qualquer stress que se faça sentir como aplicação de Fitofármacos, golpes de frio ou calor.
Quando estamos perante temperaturas elevadas, em pleno sol, poderá um relvado comportar-se como se estivesse à sombra, os estomas fecham e as plantas deixam de fazer trocas gasosas perdendo a capacidade fotossintética. Para ajudar na abertura dos estomas deve ser feita uma aplicação de água ligeira (syringe) com a finalidade de arrefecer a superfície foliar e proporcionar a abertura dos estomas e consequentemente as trocas gasosas e a realização da fotossíntese. Esta técnica - syringe – deve ser feita durante o dia quando as temperaturas estão de tal modo elevadas que as gramíneas se torcem sobre si como mecanismo de defesa para não desidratarem.
Assim promover a ventilação, ter a quantidade de luz necessária à realização da fotossíntese e temperaturas amenas favorece a sanidade dos relvados.
Global Relva (Global Turf Network)
Written by Filipa Mateus De Almeida
Wednesday, 02 February 2011

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Trepadeiras

As trepadeiras podem ser um instrumento muito útil no nosso jardim. Pode-mos encará-las como plantas, e  pensar nas flores e folhas que darão. Podemos também pensar nas estrutura por elas formadas, uma vez estabelecidas. Conseguimos esconder estruturas feias do nosso jardim, como troncos de árvores cortadas e que permaneçam no local, protecções de garrafas de gás, ou mesmo para forrar paredes e vedações. Isto para não falar nos arcos, pérgolas e sombra que nos podem proporcionar. As espécies são tantas que este post não cobre uma ínfima parte do que a natureza nos oferece. Cada planta está adequada a cada situação, a cada solo e a cada disponibilidade de espaço.
Hera (Hedera helix) 
Hedera helix 
Trepadeira largamente conhecida pelos jardineiros portugueses. Existem as formas variegadas, de crescimento mais lento, por terem menos clorofila nas folhas. São essas plantas que devemos ter, a prioridade. As heras sentem-se bem em qualquer tipo de solo, mas gostam de sentir frescura nas raízes, por isso não convém tê-las em vasos expostos ao sol. São plantas de sombra, fugindo sempre que possível à radiação solar.
Esta é uma planta que emite raízes adventícias para se fixar, quer isto dizer que são raízes que vão surgindo ao longo do caule da planta, que quando encontram uma brecha, numa parede, por exemplo, se enfiam nela. É boa para forrar paredes de granito, mas não podem ser utilizadas em paredes de casas novas. Se encontrar a tal brecha, vai abri-la, à medida que as raízes vão aumentando o seu diâmetro. É boa para cobrir troncos de palmeiras, não se recomenda em outras espécies arbóreas, pois podem asfixiá-la.
Vinha virgem (Parthenocissus triscupidata)
Parthenocissus triscupidata
Agarra-se ao suporte com estruturas semelhantes a ventosas. Não é invasiva de paredes, podendo crescer numa parede recente, sem que tenhamos medo de a estragar.Cultivada essencialmente pelas suas folhas, é no Outono que deixa as pessoas de boca aberta. Gosta de sombra, solos ácidos e Invernos frios. É uma trepadeira proveniente da China, Coreia e Japão, e dá-se muito bem no nosso país. Por ter uma velocidade de crescimento moderada, e estruturas de fixação não invasivas, podemos colocá-la a cobrir troncos de árvores vivas, sendo que só os embelezarão. As folhas tornam-se vermelhas no Outono, acabando por cair no Inveno. Tem uns frutos vermelhos, muito giros, mas não comestíveis.
Hera Americana (Parthenocissus quinquefolia)
Parthenocissus quinquefolia
Tem como órgãos de fixação as gavinhas e ventosas. Esta espécie tem um crescimento muito rápido, se em condições ideiais. Ideal para forrar uma parede num ano, desde que seja podada no sentido de lhe reduzir a dominância apical. No Outono as folhas ficam vermelhas, como a Parthenocissus triscupidata, mas mais cedo. Assim, tendo ambas as espécies plantadas em conjunto, conseguimos prolongar o belo efeito das folhas vermelhas no tempo.


Jasmim-dos-poetas (Jasminum polyanthum)
Jasminum polyanthum
Trepadeira que pode ser educada  como arbusto. Com flores brancas, não muito grandes, esta planta é cultivada essencialmente pelo aroma que as mesmas libertam. Muito popular, é frequentemente colocado ao longo de muros ou vedações, arcos ou pérgolas. Gosta de solos bem drenados, mas com água disponível, e preferem exposição solar com fartura, mas toleram sombra parcial. No Inverno, nem precisa de rega, mas é daquelas plantas que no nosso país , precisa de rega obrigatória nos meses mais secos. Em zonas mais frias o jasmim deve ser colocado numa zona abrigada dos ventos mais fortes. No caso da poda não é uma planta que dê muito trabalho, deve ser podada só no caso de ser extremamente necessário, após a floração.
Glicinia (Wisteria floribunda)
Wisteria floribunda
É uma trepadeira lindissima, quer pelas suas flores, quer pelas suas folhas. Gosta de solos férteis, frescos e bem drenados. A propagação deve ser feita por estaca na Primavera, ou por semente assim que as vagens estiverem maduras e a abrirem, o segundo método não é tão aconselhado, pois vai retardar a floração da planta num bom par de anos. Deve ser podada após a queda das flores, no Outono, já que floresce na madeira do ano anterior.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Proteger Móveis e Utensílios de Jardim!!

A madeira sempre teve um papel importante na nossa vida, seja no interior seja no exterior. Devido à sua adaptabilidade e beleza torna-a o material ideal para todos os tipos de uso. Por isso é importante cuidar dela, protegendo-a e preservando-a.
Vulnerabilidade: Humidade, plantas e animais. Podridão seca e húmida, caruncho, térmitas etc..
Dicas para preservá-la: 
  • para limpar devemos utilizar uma escova macia ou pano, um detergente neutro e  água morna. Deve-se evitar embeber as peças de madeiras. Depois de limpa deixe as peças ao sol para que sequem.
  • Para não absorver humidade, proteja as madeiras com um produto apropriado, como por exemplo, um imunizante e posteriormente um verniz ou esmalte.
  • Quando a madeira aquece começam a aparecer fissuras. Por isso devemos aplicar um produto de cor médio, suficientemente escuro para limitar os efeitos UV (ultra violetas).
  • Para não ficar sujeita a bolores e fungos, devemos usar um produto de protecção de madeiras exteriores que contenha um fungicida.
  • As larvas dos insectos que se alimentam de madeira encontram boas condições para se reproduzirem, pelo que será necessário um tratamento preventivo ou curativo com produtos apropriados.
Mobília de Metal
Esta é uma escolha muito popular. É durável, barata e resistente ao tempo e às condições meteorológicas.
Vulnerabilidade: A acumulação de poeiras pode levar ao enferrujar do material.
Dicas para preservá-la: 
  • A limpeza resume-se à retirada do pó com um pano seco.
  • Quando o material se encontra com ferrugem, retire a ferrugem com o auxílio de uma escova de aço, desengordure com o diluente, aplique um primário e pinte.

Mobília de Plástico
Apesar de não ser considerada a mais bonita no mercado, é uma boa opção. É mais barata e é fácil de arrumar
Vulnerabilidade: Fragilidade
Dicas para preservá-la: 
  • Evitar longa exposição às condições climatéricas, pois se assim for o plástico começa a ficar escuro e com verdete, além de ir requeimando o próprio material.
  • para limpar deve utilizar água morna, detergente com lixívia ou branqueador, esponja e luvas.

Utensílios de jardinagem
Vulnerabilidade: Ferrugem e acumulação de resíduos
Dicas para preservá-lo: 
  • Para garantir a longevidade e desempenho dos utensílios de jardinagem é necessário mantê-los limpos, não só durante os meses em que mais são utilizados, mas também antes de serem guardados.
  • Utensílios cortantes: Quando verificar que necessitam de limpeza, deite num pano um pouco de diluente e limpe bem os utensílios.
  • Utensílios de mão: a limpeza consiste em colocar a ferramenta num balde com água e sabão. deixa-se de "molho", esfrega-se com um esfregão de arame ou escova e deixa-se secar ao ar livre.
  • Para evitar que as mangueiras rachem, devemos evitar pendurá-las em pregos ou outra coisa do género. O que se deve fazer, caso não tenhamos um enrolador próprio, é colocá-las no chão bem enroladas.

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Podar Roseiras

AS ROSEIRAS (Rosa spp.) são das espécies mais abundantes no nosso país e das mais populares em todo o Mundo. São classificadas como arbustos perenes (com ciclo de vida de 2 ou mais anos), de crescimento vertical, que pode atingir em condições favoráveis dois metros de altura. Pertencem à família das Rosaceae e ao género Rosa L., sendo conhecidas mais de 100 espécies. Podem ser como arbustos ou trepadeiras e de acordo com esta distinção varia a forma e época da sua poda.
Quais as épocas de poda?
Existem espécies que devem ser podadas várias vezes ao ano enquanto outras o devem ser em épocas do ano específicas. Mas primeiro temos que ter em conta se estamos a falar de poda de formação ou poda de produção.

Poda de formação- O corte é feito de forma a orientar o crescimento adequado da planta, activando a formação de novos rebentos e ramificações, esta não é aconselhável fazer-se antes do enraizamento, que varia consoante a época de plantação. 
Poda de produção- A poda de produção tem como finalidade preparar a planta para a época de floração, portanto esta é recomendada ser executada após o fim do período invernal, altura em que a seiva começa a sua ascensão, que exteriormente se manifesta pelo engrossar e avermelhar do gomos.
Resumidamente pode-se efectuar a poda das roseiras de Outubro a Dezembro e em Março/Abril. 
Porque podamos as roseiras?
Contribuímos para melhorar a sua forma, pois ao eliminarmos os ramos mortos, doentes ou fracos, estimulamos o desenvolvimento das roseiras em forma de taça, o que permite que todas as folhas recebam luz e realizem fotossíntese. Além disso, ao suprimirmos os ramos mortos, doentes ou fracos, estamos também a favorecer o arejamento no interior da planta, prevenindo o aparecimento de pragas e doenças.
O que devemos cortar?
  1. É obrigatório o corte pela base dos ramos mortos, doentes, partidos ou feridos.
  2. Os ramos orientados para o interior da planta.
  3. Os ramos cruzados.
  4. Devemos deixar varas com pelo menos 5 gomos ( 15-20cm ).
  5. Podemos retirar alguns ramos da parte superior para que a planta fique mais homogénea e consigamos facilmente ver os ramos que precisamos cortar.
  6. Devemos manter sempre os ramos mais jovens (se estivermos indecisos entre dois ramos)
No caso das roseiras trepadeiras, a poda não deve ser tão "agressiva", deve ser mais ligeira, porque a finalidade é promover o crescimento em altura.
Quais os tipos de poda?
Poda Baixa- Consiste em fazer uma limpeza à roseira, retirando os ramos secos, fracos e mal formados. De seguida cortamos todos os ramos, deixando-os todos a uma altura de 20-25cm do solo ou do tronco. O corte é sempre da diagonal, aproximadamente a 1cm acima do gomo mais próximo.
Poda Alta- Faz-se uma limpeza idêntica à poda baixa, mas cortamos os ramos a uma altura entre 80-100cm. Os ramos mais fortes podem ficar mais longos porque o importante é que a planta fique a uma altura adequada ao local.
Poda Parcial- Fazemos uma limpeza semelhante às anteriores, podamos os ramos para 1/3 do seu comprimento total. É mais adequada a roseiras trepadeiras
Corte correcto e incorrecto
 


Os meses que se aproximam aproveite para podar as roseiras, a partir desta altura entram em dormência (repouso vegetativo) e evita-se que sofram danos fortes durante o inverno, desta forma quando se aproximam da primavera estão prontos para crescer saudáveis. Boas Podas ;)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tarefas que pode fazer em Novembro?!

(Plantar ou Semear)


Amor-perfeito (Viola tricolor)

~
Roseira (Rosa spp.)

Lírio (Lillium spp.)

Margarida (Bellis perennis)

(Conselhos)
  • Podar as roseiras* (quando estiver em repouso vegetativo)
  • Podar outros arbustos de jardim
  • Limpar as folhas que vão caindo na relva
  • Estacar as plantas contra o vento
  • Proteger as plantas mais sensíveis do frio

* Próximo post

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Plantas Tóxicas VS Animais Domésticos

Luna (a minha cadela)
Uma das causas mais frequentes das intoxicações dos nossos animais são as plantas que podemos ter em casa ou no jardim. Sem o sabermos, algumas das espécies que alegram o nosso espaço podem provocar alguns problemas como gastrites, estomatites, entrites etc... que podem levar à morte do animal. Este post tem como finalidade, a identificação de algumas das espécies tóxicas mais frequentes nas nossas casas e os seus efeitos sintomáticos nos animais.
Dieffenbachia picta
Nome comum: Comigo-ninguém-pode
Parte tóxica:  Todas as partes da planta
Descrição botânica:  Planta de folhas grandes e brilhantes, com manchas brancas ou amarelas na pagina superior. 
Sintomas: A ingestão e o contacto podem causar sensação de queimadura, inchaço de lábios, boca e língua, náuseas, vómitos, diarreia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contacto com os olhos pode provocar irritação.


Monstera deliciosa
Nome comum: Costela de Adão
Parte tóxica: Folha
Descrição botânica: Folhas grandes e perfuradas, com longos pecíolos (pé de folha).
Sintomas: A mastigação da sua folha provoca intensa irritação e edema nas mucosas da boca, faringe e laringe. Nos casos mais graves, pode causar náuseas e vómitos, sensação de queimadura, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia. O contacto com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.




Nerium oleander
Nome comum: Loendro / Oleandro / Loureiro-rosa / Espirradeira
Parte tóxica: Todas as partes da planta.
Descrição botânica: É uma planta muito rústica, ramificada e com folhas lanceoladas (em forma de lança); as suas flores podem ser brancas, rosas, amarelas e vermelhas. 
Sintomas: Esta planta provoca queimaduras na boca, salivação, náuseas, vómitos intensos, cólicas abdominais e alterações nos batimentos cardíacos que pode levar à morte.



Zantedeschia aethiopica
Nome comum: Jarro / Copo de leite 
Parte tóxica: Todas as partes da planta.
Descrição botânica: Planta de folhagem verde brilhante; flores firmes e duráveis, grandes e com tonalidades brancas.
Sintomas: O contacto ou ingestão causa inchaço na boca e língua, náuseas, vómitos, diarreia, salivação intensa e dificuldade em engolir. O contacto com os olhos provoca irritações e lesão da córnea.


Datura suaveolens
Nome comum: Saia Branca / Trombeteira
Parte tóxica: Todas as partes da planta.
Descrição botânica: Arbusto 2/3m alt., folhas alternas, inteiras e de pecíolos curtos, assimétricas na base. Flores pendentes em forma de cálice, com tonalidades de brancas a creme.
Sintomas: A ingestão causa secura na boca, taquicardia, dilatação das pupilas, agitação, alucinação, hipertermia (aumento da temperatura corporal) e em casos mais graves pode levar à morte do animal.


Tulipa hybrida
Nome comum: Túlipa
Parte tóxica: Todas as partes da planta.
Descrição botânica: As folhas da túlipa podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas. A flor surge solitária no centro da folhagem, a mesma pode ser simples, com seis pétalas ou dobradas, de diferentes cores e variedades.
Sintomas: Provoca aos animais vómitos intensos, diarreia, depressão e hipersalivação.





Euphorbia pulcherrina
Nome comum: Planta de Natal / Cardeal
Parte tóxica: Todas as partes da planta.
Descrição botânica: A sua folhagem pode variar na textura, porte e tamanha. As flores podem ser de coloração vermelho, rosa, amarelo ou branco. É muito utilizada na decoração de natal, principalmente a de tonalidade vermelha.
Sintomas: A sua seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor, queimaduras e coceira. Em contacto com os olhos provoca irritação, lacrimejamento  e dificuldade de visão. A ingestão pode causar náuseas, vómitos e diarreia.


De hoje em diante tenha mais atenção no interesse que as plantas despertam no seu animal e nas reacções que o mesmo tem quando está junto delas. Caso seja necessário isole-as, de forma a evitar um possível contacto, entre o animal e a planta!